sexta-feira, 3 de maio de 2013

Lançado o Portal e-Unicamp, com videoaulas gratuitas

Publicado em maio 3, 2013 por 



A Unicamp lançou nesta segunda-feira (29) uma nova ferramenta educacional. Trata-se doPortal e-Unicamp, que já está operando experimentalmente em seu endereço. O novo portal foi criado pelo Grupo Gestor de Tecnologias Educacionais (GGTE), em conjunto com as Pró-Reitorias de Graduação e de Pós-Graduação da instituição. A ideia é estimular o uso de tecnologias na área de educação e incentivar o relacionamento entre docentes, alunos e a comunidade em geral. Com isso, o Portal e-Unicamp se presta ao compartilhamento de novos conhecimentos seja por meio de vídeos, animações, simulações, ilustrações ou seja por meio de aulas de diversas disciplinas, criadas por professores da Universidade.
Paralelamente ao Portal, o usuário pode empregar o ToolDo, um software livre (open source) que permite desenvolver conteúdo multimídia, organizado em aulas, tópicos e páginas. Suas funcionalidades são acessadas via Internet, e o usuário não precisa instalar software específico para isso.
ToolDo administra as etapas de editoração antes mesmo da publicação. Sua comunidade está no site, onde estão disponíveis fóruns de discussão. A ferramenta pode ser baixada gratuitamente, valendo aí uma ressalva: o GGTE não oferece suporte ao ToolDo. Deste modo, colaborações, dúvidas ou problemas quanto ao seu uso devem ser compartilhados nesta comunidade. Outra coisa: o manual do usuário – requisitos do sistema para instalação e uso da ferramenta - está disponível no menu “downloads” deste site.
Fonte: Unicamp
EcoDebate, 03/05/2013

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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Escola Municipal Silvana desenvolve o projeto “Ciclo de vida das embalagens”

Fonte: Assecom
Autor: Thiago Valeriano


A escola municipal Silvana em parceria com a empresa CEARPA, desenvolve o projeto Ciclo de vida das embalagens. O projeto consiste em contribuir com intervenções pedagógicas que auxiliem no aprendizado do aluno, por meio de material de apoio para o professor e de informações sobre a temática de reciclagem com sugestões de atividades.

Nesta quinta-feira (18) a partir das 12h, os alunos da escola estarão participando do Dia Nacional de Campo, atividade esta que compõe a pauta do projeto. Neste dia haverá palestras e gincanas com alunos. No projeto haverá também dois concursos, um para escolher os cinco melhores desenhos e as cinco melhores redações. Haverá premiação para o 1º lugar sendo um Laptop e para 2º 3º 4º e 5º um DVD com Karaoquê. Nas turmas do 4º ano será trabalhado o concurso de desenho e nas turmas do 5º ano, com o concurso de redação. Haverá ainda premiação para o professores e escola participante.

O projeto orienta professores e alunos quanto à destinação adequada de todas as embalagens, não apenas as do campo. Ao participarem do projeto, o professor e aluno terão acesso a informações pertinentes ao tema, passando pelo ciclo dos materiais como: papel, metal, vidro e plástico. O processamento de embalagens vazias de agrotóxicos será indicado como um exemplo do ciclo de vida das embalagens de plástico. Neste ano a proposta é atender apenas o 4º e 5º ano do Ensino Fundament

sexta-feira, 18 de março de 2011

Por que e como incluir o uso do computador de maneira adequada na rotina da criançada



É cada vez mais presente no discurso dos educadores a ideia de que computador na escola só se for para ser usado como ferramenta pedagógica a fim de proporcionar aprendizagens às crianças.

Porém, quando esse é o assunto no currículo da pré-escola, ainda existem muitas dúvidas - inclusive na cabeça dos pais. Será que a máquina é realmente útil ou, no fim das contas, acaba virando mais um brinquedo na mão dos pequenos? NOVA ESCOLA consultou especialistas, que responderam a 13 perguntas sobre o tema para ajudar você a lidar com o assunto de forma prática e inteligente.

1. Por que os pequenos devem usar o computador?
Primeiro porque é papel da escola apresentar os elementos do mundo em que vivemos e ensinar como interagir com eles. Segundo porque, ao planejar trabalhos com o computador na pré-escola, o educador permite que a turma desde cedo acesse diversas manifestações da linguagem. "O importante é não esquecer de que a tecnologia tem de ser usada para expandir conhecimentos. Não vale usá-la de maneira gratuita", diz Maria Virgínia Gastaldi, formadora do Instituto Avisa Lá, em São Paulo.
2. Qual deve ser o foco do trabalho com as crianças?
Por ser uma ferramenta para ajudar na ampliação dos saberes (e não o objeto da aprendizagem), a máquina deve ser incluída na rotina para a realização de pesquisas na internet, o desenvolvimento de projetos ou para o uso de jogos que tenham como tema algum conteúdo que esteja sendo explorado no momento, dentre outras possibilidades (leia a sequência didática). Não faz sentido reservar um tempo para aulas de informática a fim de ensinar como usar o mouse ou identificar os símbolos. Enquanto praticam a escrita do nome próprio, por exemplo, todos aprendem a operar o aparelho.
3. É preciso garantir uma máquina para cada criança?
Não. O ideal é ter uma em cada sala. No caso de existir uma sala de informática ou então somente um aparelho na escola, os educadores têm de organizar um cronograma para garantir que todas as crianças tenham acesso. Assim, a atividade não será encarada como algo que ocorre raramente e, por isso, desperta ansiedade ou então se torna o centro das atenções da garotada. Porém, mais do que isso, a escola tem de se preocupar em integrar a tecnologia à aprendizagem, ou seja, fazer do computador um componente rotineiro para o grupo.

4. E o aluno que nunca teve acesso à informática?
Mesmo para essas crianças, não é necessário fazer uma apresentação formal. O educador é sempre a referência para a turma. Então, basta que, ao começar uma atividade qualquer, ele explique os objetivos e descreva o que está fazendo. A tecnologia faz parte da cultura e a escola é responsável por fazer com que a criançada tenha acesso a ela. "Quem tem o recurso em casa leva para a escola novos elementos e compartilha com os colegas. Quem não tem adquire a chance de desenvolver as mesmas habilidades, passando a fazer parte do mundo digital", explica Camilla Duarte Schiavo Ritzmann, coordenadora pedagógica da Escola Santi, na capital paulista.

5. Os pequenos podem brincar com o computador?
Sim, desde que as brincadeiras não sejam passatempos, atividades que não se refletem em aprendizagens. O educador tem de eleger jogos e programas interativos que agreguem o trabalho com os conteúdos didáticos explorados na pré-escola.
6. Quais as características de um bom jogo online?
Tal como um jogo de tabuleiro, ele precisa desafiar os pequenos a colocar em cena seus conhecimentos, assim como apresentar novas informações para desafiá-los. Modelos que apresentam questões a serem respondidas e depois simplesmente revelam certo ou errado, sem justificativas, por exemplo, não são interessantes.

7. O educador precisa dominar informática?
Não, mas é imprescindível estudar antes o que vai ser apresentado para a criançada, tanto para saber se o material tem qualidade didática como para planejar os encaminhamentos. No caso do uso da internet para fazer pesquisas, é preciso cuidar para que a turma não acesse sites inadequados para a faixa etária ou pouco confiáveis, que podem fornecer informações de qualidade duvidosa.

8. Qual o tempo ideal de uso da máquina por dia?
Não existe uma medida-padrão. O importante é balancear essa atividade em relação a outras típicas da Educação Infantil, como a roda de leitura. Na sala da pré-escola da CMEI Nossa Senhora de Fátima, em Curitiba, o computador fica em um dos cantos, tal como o da cozinha, da leitura e dos jogos. "A intenção é justamente diversificar a oferta de possibilidades", explica a professora Joseana de Almeida Fonseca Fontoura.

9. Ter acesso à internet é fundamental?
Embora não seja obrigatório, é difícil conceber um computador que não esteja conectado à rede mundial hoje em dia. Ela é uma ótima fonte de pesquisa e o acesso está cada vez mais fácil para a população. No mais, a interação virtual é um aspecto que deve ser apresentado às crianças e estimulado. É muito enriquecedor mostrar a possibilidae de buscar informação em lugares que muitas vezes estão longe de onde a criançada vive.

10. É válido usar programas para desenhar?
Sim, para que a turma conheça outra forma de criar desenhos. "Porém um equívoco muito comum é imprimir os trabalhos", diz Silvana Augusto, formadora do Avisa Lá. É um gasto desnecessário de material e, transferindo a produção para o papel, o educador limita as possibilidades de uso da máquina. Por exemplo, propor que as crianças alterem o material para usá-lo em outros projetos.

11. A tecnologia desestimula a leitura de livros?
Não deveria, já que se tratam de suportes diferentes, tal como a televisão e o rádio, e um não substitui o outro. É importante compreender que é preciso lidar com todas elas. Enquanto no computador a leitura pode ser complementada com recursos audiovisuais usados de forma interativa, com o livro, fica mais ao cargo do leitor interpretar o texto.

12. A aprendizagem da escrita à mão fica prejudicada?
Não, porém é tarefa do educador garantir que o trabalho com lápis e papel e com letras móveis ocorram também. Naturalmente, muitos adultos hoje não escrevem à mão com a mesma frequência de antes e essa deve ser uma tendência entre os pequenos. Mas como há situações em que a escrita de próprio punho não pode ser substituída (por exemplo, quando as crianças estão em um estudo de campo e precisam fazer anotações), é fundamental garantir essa aprendizagem. “A criançada precisa aprender todas as possibilidades da escrita para que possa escolher qual é a mais adequada para usar em cada situação”, fala Silvana.

13. A troca mensagens eletrônicas deve ser estimulada
Sim, porque é uma forma de comunicação real, tal como a carta. Porém, tem de ser uma atividade contextualizada (por exemplo, escrever um e-mail para indicar para os colegas de outra escola o livro que a turma leu recentemente, com a elaboração de uma resenha). O correio eletrônico também pode ser usado para contatar profissionais, como médicos e biólogos, que possam esclarecer dúvidas e ampliar conhecimentos da criançada.

INCLUSÃO DIGITAL Já na pré-escola é importante garantir que os pequenos tenham acesso à tecnologia.
Fonte: Revista Nova Escola



quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Padre Máriton Benedito de Holanda (Padre Ton)

Pe. Ton (1º a esquerda)
Padre Máriton Benedito de Holanda (Padre Ton)

Eu, Nilton Matsui - hoje prof. Esp. atuante na formação continuada de professores em Sinop-MT, reproduzo esta carta de Máriton porque fomos companheiros de estudos em Teologia, Comunidade pastoral, Comunidade eclesial de base, da mesma base política e de fazermos parte de uma história construída ao longo de muitos anos...

Alto Alegre dos Parecis - Rondônia, 28 de Novembro de 2010.
“Difícil não é lutar por aquilo que se quer, e sim ser forçado a desistir daquilo que se mais ama”.
Olá irmãos no Verbo Divino,
Ao cumprimentá-los na Paz do Senhor, venho através desta colocá-los apar da minha real situação aqui na Diocese de Ji – Paraná. Primeiro, veio uma carta do Senhor Bispo me desejando felicidade pelo êxito das eleições, logo dele que tanto me desejou o mal. Hoje fui tomado de surpresa pela suspensão “a divinis’. Mas, aplaudo e encorajo aqueles que vêem para além da aparência de uma "suspensão" para a qual não existe motivo ou justificativa alguma. A minha condenação trata-se puramente de um processo político em que fui vítima, e na verdade não vejo dificuldade alguma em um verbita encarnar a realidade da política. O meu amor pela política foi fruto da minha formação missionária verbita. Mesmo como estudante sempre tive uma visão muito politizada da sociedade. E como religioso católico sempre acompanhei a linha mais de esquerda da Igreja, sempre me envolvi no partido, em movimentos sociais, de sem terra, de jovens, sempre fui muito a favor das comunidades eclesiais de base.
Toda pena, necessariamente, é relacionada a algum tipo de delito, e quanto maior é a pena, maior deve ser o delito. Pois bem, no meu caso onde está o delito para tão grande pena?
Acredito que sou e tenho sido sempre, ao longo de onze anos, um religioso missionário sacerdote católico fiel. Mas, pelo menos de acordo com um decreto mal elaborado que recebi hoje, eu estou "suspenso do sacerdócio". É muito curiosa tal decisão unilateral e autoritária. O único fundamento supostamente alegado para a minha "suspensão" seria a minha candidatura a Deputado Federal.
Considero que isso para mim é uma pena de vingança da nossa autoridade eclesiástica ao me retirar o direito de celebrar missas. Será que não poderia haver outro caminho de diálogo, uma vez que “a autoridade na Igreja tem mil caminhos para dialogar com o sacerdócio”?
Sou político por vocação pessoal, mas a minha vida tem sido um eterno sacerdócio.
Como pode ser castigado um religioso missionário por não poder fazer algo que o seu próprio acusador o impede de realizar? A lei da Igreja é mais misericordiosa que o meu acusador [Can. 1321]. A lei da Igreja diz que ninguém pode ser castigado por não ter feito o impossível. Eu sei que estou me movendo em terreno minado... Mas vale a pena arriscar tudo, mesmo a vida, pela verdade, pela caridade e pela própria justiça. Esta é a minha autêntica postura religiosa sacerdotal. Tal proibição pra mim tanto é ilícita quanto desnecessária, pois não sou sacerdote diocesano, além de não pertencer aos quadros diocesanos, nunca celebro sem a prévia permissão dos párocos e responsáveis nas comunidades. Eu sou missionário e sempre buscarei a verdade sem medo, e como dizia São Paulo: a fé expulsa o medo.
Será que rezar é um pecado? “Pois vou rezar por aqueles que me desejam o mal”. Ao contrário de outros, nunca usei o “altar” ou outros “espaços sagrados” para falar de política, falar leviandades ou assuntos de interesse de determinados grupos. Nunca me aliei a corruptos nem a corruptores, não sou pedófilo e nunca desrespeitei o magistério da Igreja. Fui um bom Prefeito e com certeza se Deus quiser serei um bom Deputado Federal e usarei a Tribuna do Parlamento para denunciar e defender os assuntos de interesse do povo de Rondônia e do Brasil.

Creio que estas poucas linhas são suficientes pra entendermos e refletirmos seriamente sobre o caminho da morte do profetismo na nossa Igreja Católica. A Igreja do Vaticano II é a do povo de Deus. Todos nós clérigos e leigos devemos contribuir para colocarmos em prática a nossa fé, nossa esperança e nosso amor.

Atenciosamente.

Padre Máriton Benedito de Holanda (Padre Ton)
Padre e Deputado Federal Eleito

Fonte: adãomarcos.blogspot.com

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

GESTÃO DE TECNOLOGIAS NA ESCOLA: POSSIBILIDADES DE UMA PRÁTICA DEMOCRÁTICA

Tema debatido na série Integração de tecnologias, linguagens e representações, apresentado no programa Salto para o Futuro/TV Escola, de 2 a 6 de maio de 2005 (Programa 2)


GESTÃO DE TECNOLOGIAS NA ESCOLA: POSSIBILIDADES DE UMA PRÁTICA DEMOCRÁTICA

Maria Elizabeth Bianconcini de Almeida


O sentido das palavras
Compreender o que é a gestão de tecnologias na escola implica começar a pensar no conceito primeiro de tecnologia e de gestão.

Tecnologia é um conceito com múltiplos significados, que variam conforme o contexto (Reis, 1995), podendo ser vista como: artefato, cultura, atividade com determinado objetivo, processo de criação, conhecimento sobre uma técnica e seus respectivos processos etc. Japiassu e Marcondes (1993, p. 232) acentuam o sentido da palavra técnica na ciência moderna como a “aplicação prática do conhecimento científico teórico a um campo específico da atividade humana”.

Em 1985, Kline (Reis, 1995, p. 48) propôs uma definição de tecnologia como o estudo do emprego de ferramentas, aparelhos, máquinas, dispositivos, materiais, objetivando uma ação deliberada e a análise de seus efeitos. Envolve o uso de uma ou mais técnicas para atingir determinado resultado, o que inclui as crenças e os valores subjacentes às ações, estando relacionada com o desenvolvimento da humanidade, sua emancipação, ou controle e dominação.

Ciência e tecnologia formam um complexo e, ao optar por determinada maneira de utilizá-las, o ser humano revela sua forma de ver e interpretar o mundo e se posicionar diante dele como sujeito histórico de seu tempo e lugar. A mesma tecnologia ou o mesmo conhecimento elucidativo, que enriquecem o saber humano, favorecem novas conquistas e geram a evolução, a libertação e a transformação da sociedade, também podem provocar a subjugação da humanidade e ameaçar o ecossistema.

Assim como tecnologia, o conceito etimológico de gestão traz diversos sentidos decorrentes da ação de gestar, trazer, ou do efeito de gerir, administrar, dirigir, proteger, abrigar ou, ainda, produzir, criar, ter consigo, nutrir, manter, mostrar, fazer aparecer, digerir, pôr em ordem, classificar... (Dicionário Houaiss, 2001).

Atualmente, a noção de gestão no âmbito das organizações engloba os processos sociais que nelas se desenvolvem e as complexas relações que se estabelecem em seu interior e exterior. Gestão organizacional passou a ser um conceito abrangente e dinâmico, que extrapola a concepção de organização administrada como máquina e se aproxima dos paradigmas associados à sociedade da informação e às mudanças de suas práticas com o intenso uso das tecnologias de informação e comunicação, o que gera uma outra dimensão da gestão, que trata da gestão de informações e conhecimentos (Vieira, Almeida e Alonso, 2003).

A rede de informações e conhecimentos tecida na organização constitui um organismo vivo, cujo sistema tem uma capilaridade que se realimenta do próprio contexto, das competências individuais, projetos, recursos e conhecimentos produzidos internamente, bem como do que é gerado no ambiente externo. Essa rede representa mais do que um recurso tecnológico, tendo a função de organizar e viabilizar as ligações (conexões) entre as informações (nós), processá-las, mantê-las em memórias dinâmicas, realizar a busca seletiva e sua atualização instantânea.

À semelhança dos organismos vivos, as organizações educacionais englobam distintas dimensões do sistema educativo, destacando-se as dimensões cognitivas, sociais, políticas, pedagógicas, técnico-administrativas e as redes de conexões que articulam os distintos elementos que interferem em sua vida e funcionamento.

A visão de gestão no contexto escolar representa a orientação e a liderança da rede de relações complexas que se estabelecem em seus espaços, caracterizada pela diversidade, pluralidade de interesses e movimentos dinâmicos de interação e mudanças que emergem no conflito de interesses e dinamizam a dialética das relações.

Nessa perspectiva, a concepção de gestão educacional assume um significado abrangente, democrático e transformador, que supera e relativiza o conceito de administração escolar, embora não o despreze, porque ele constitui uma das dimensões da gestão escolar voltada à compreensão da escola como espaço de conflitos de relações interpessoais; de negociação entre interesses coletivos e projetos pessoais para a construção do projeto político-pedagógico da escola; de democratização dos processos e produtos; de emergência e alternância de lideranças; de socialização de tecnologias e sua utilização na produção de saberes, no acompanhamento de suas atividades; na identificação e articulação entre competências, habilidades e talentos das pessoas que atuam na escola, com vistas à resolução de suas problemáticas.

A gestão de tecnologias na escola implica compreender e articular duas concepções essenciais a esse processo: gestão e tecnologias, cuja conexão se viabiliza nas práticas escolares com o uso de tecnologias.

Tecnologias e gestão na escola
A trajetória percorrida na introdução de tecnologias na escola pode caracterizar-se pela sujeição de professores, alunos, coordenadores e gestores a meros consumidores de informações, apresentando-se como uma barreira à criação de ambientes de aprendizagem mais abertos, permeáveis, flexíveis e participativos. A par disso, se observam práticas de uso de tecnologias em escolas que revelam novos papéis dos agentes educativos como organizadores de informações e criadores de significados, que apóiam suas atividades no estudo de fontes externas e na realização de atividades colaborativas para a produção de conhecimentos relacionados com a resolução de problemas concretos do contexto. Nesta última situação, as tecnologias são selecionadas e agregadas ao trabalho conforme as necessidades da atividade em realização e suas características intrínsecas.

Em qualquer um dos casos, a atuação do gestor como liderança da escola é essencial! O gestor líder é aquele que apóia a emergência de movimentos de mudança na escola e percebe nas tecnologias oportunidades para que a escola possa se desenvolver. Ele busca criar condições para a utilização de tecnologias nas práticas escolares, de forma a redimensionar seus espaços, tempos e modos de aprender, ensinar, dialogar e lidar com o conhecimento. Ele procura identificar as potencialidades dos recursos disponíveis para proporcionar a abertura da escola à comunidade, integrá-la aos distintos espaços de produção do saber, fazer da escola um local de produção e socialização de conhecimentos para a melhoria da vida de sua comunidade, para a resolução de suas problemáticas, para a transformação de seu contexto e das pessoas que nele atuam.

Compreender as potencialidades inerentes à cada tecnologia e suas contribuições ao ensinar e aprender poderá trazer avanços substanciais à mudança da escola, a qual se relaciona com um processo de conscientização e transformação que vai além do domínio de tecnologias e traz subjacente uma visão de mundo, de homem, de ciência e de educação.
Para que seja possível usufruir as contribuições das tecnologias na escola, é importante considerar suas potencialidades para produzir, criar, mostrar, manter, atualizar, processar, ordenar, o que se aproxima das características da concepção de gestão. Tratar de tecnologias na escola engloba processos de gestão de tecnologias, recursos, informações e conhecimentos que abarcam relações dinâmicas e complexas entre parte e todo, elaboração e organização, produção e manutenção.

A criação de redes proporciona a superação de concepções dicotômicas e entrelaça conceitos que se tornaram disjuntos pela ciência moderna. Deste modo, a escola e seus atores e autores, sujeitos do ato educativo, têm a oportunidade de encontrar nas tecnologias o suporte adequado ao desenvolvimento e integração entre as atividades técnico-administrativas, políticas, sociais e pedagógicas por meio de nós e ligações que compõem a tessitura da rede.

Gestão de tecnologias na escola
Atualmente, muitos autores colocam o foco de seus estudos na gestão escolar. Lück (2001) acentua a importância da tomada de consciência dos gestores para a sua atuação nas mudanças, uma vez que a realidade pode ser mudada a qualquer momento, quando as pessoas se compreendem como produtoras de sua realidade por meio de seu trabalho – práxis. Ela reafirma “a importância de se dirigir a instituição não impositivamente, mas, sim, a partir dela mesma, em sua relação integrada com a comunidade a que deve servir. Isso porque o homem, para conhecer as coisas em si, deve primeiro transformá-las em coisas para si (Kosik, 1976, p. 18)”. Lück traz importantes contribuições para se compreender a gestão escolar transformadora e democrática. Embora ele não leve em conta as contribuições das tecnologias para sua concretização, não direcionando seu olhar para a gestão de tecnologias, os aspectos que enfatiza ajudam a entender a apropriação e gestão das TIC no contexto escolar.

É evidente que o profissional que não domina as tecnologias existentes na escola, nem compreende as possíveis contribuições destas ao seu fazer profissional, tende a rejeitá-las e não as coloca à disposição da comunidade para a construção coletiva de significados e sentidos no âmbito de seu contexto. Isso se evidencia em incontáveis situações em que a escola não se apropriou dos artefatos tecnológicos disponíveis em seus espaços, desde os mais convencionais (retroprojetor, microscópio, máquina fotográfica etc.) até as TIC, e não faz a gestão desses recursos, os quais se encontram ignorados em algum depósito, numa atitude incongruente com a proposta de gestão compartilhada.

A incorporação de tecnologias nas atividades da escola envolve distintos aspectos da gestão decorrentes do efeito de gerir, administrar, proteger, manter, colocar em ordem, ou seja, de tornar utilizáveis os recursos tecnológicos. Isto significa registrar, organizar, recuperar e atualizar as informações; produzir estratégias de comunicação e participação; abrigar e administrar as atividades, conteúdos e recursos; gerir ambientes e processos de avaliação; estabelecer novas relações com a história, consigo mesmo, com o mundo e com o saber.

Paralelamente, no atual estágio de desenvolvimento das TIC, assiste-se à incorporação de propriedades de distintas tecnologias em um único artefato tecnológico, no qual convergem diferentes formas de expressar o pensamento e representar o conhecimento pela integração de linguagens verbais, icônicas, sonoras, visuais, textuais e hipertextuais, as quais proporcionam novos modos de criar, pensar, comunicar, interagir, aprender e ensinar, viabilizando o exercício do diálogo, a polifonia em relação à forma e ao conteúdo e à reconstrução de significados.

Ao analisar as reações, manifestações e percepções expostas por gestores numa situação de formação semipresencial para a inserção das TIC, realizada pelo projeto Formação de Gestores Escolares e Coordenadores para a Gestão de Tecnologias de Informação e Comunicação, realizado pela PUC/SP no ano de 2002, em parceria com o ProInfo-SEED/MEC2, UFPA e SEE/PA, Fontes (2004) encontrou elementos essenciais a considerar em programas de inserção das TIC na escola. Destacam-se os elementos: a importância do trabalho coletivo; a integração das atividades de uso das TIC nas práticas da escola, conforme as diretrizes e prioridades do seu Projeto Político-Pedagógico; o incentivo à criação de um fluxo de informações e troca de experiências que favoreça a colaboração entre professores, alunos, pais e comunidade interna e externa à escola e a gestão compartilhada; o acesso a redes de informações para a tomada de decisões; a criação de redes de pessoas que se inter-relacionam, produzem conhecimentos e convivem com as diferenças respeitando-se mutua-mente.

Uma prática democrática de gestão de tecnologias
Ao levar em conta os elementos identificados na formação de gestores com e para a inserção das TIC na escola (Vieira, Almeida e Alonso, 2003), Fontes (2004) apontou a mudança da atitude inicial dos gestores de desconfiança e resistência para a abertura ao novo, aceitação do uso, incorporação das TIC e prazer ao utilizá-las em suas práticas. O depoimento de um dos gestores/alunos do curso, em uma sessão de chat, realizado no ambiente virtual e-ProInfo, traz indícios dessa mudança que se evidenciam no depoimento de uma diretora de escola:
“Ontem nossa escola teve um momento ímpar, pois estamos numa nova fase na escola (...) todos os funcionários da escola participaram do primeiro momento da elaboração do PPP [Projeto Político-Pedagógico]. Usei o termo nova fase porque a coisa por aqui estava devagar. Tivemos a participação de agentes comunitários, de pais, de agentes de segurança, dos professores, dos monitores.”
No final da formação, emergem novos aspectos da mudança de perspectiva do participante, desta feita em relação à concepção de gestão escolar compartilhada e à importância de estabelecer parcerias com a comunidade, conforme Fontes (id., ibid.) observou no depoimento de outro gestor/aluno:
“O trabalho coletivo na escola é uma necessidade. O papel do gestor em transformar o ambiente escolar em um ambiente democrático é um desafio (...) nossa primeira conquista deverá ser dos parceiros internos, como conseguir? Convidando-os a assumirem o papel de co-responsáveis pelo sucesso/fracasso das ações escolares. O segundo ponto é a conquista da comunidade externa ao ambiente escolar.”

Evidencia-se, na atitude desse gestor, um “exercício efetivo da liderança enquanto elemento integrador e catalisador dos esforços do grupo” (Alonso, 2002, p. 29), para incorporar as TIC dentro de uma ótica integradora e democrática. Outro gestor/aluno mostra, em seu depoimento, que a cultura tecnológica começa a se expandir na escola e as TIC ocupam espaços diversificados para uso em atividades diversas, conforme suas características e demandas, salientadas no depoimento do aluno/gestor:
“Eu vejo a informática como um modo de motivar, de despertar nos alunos o interesse em apreender (...) Nós temos computadores nos laboratórios, nas secretarias, nas salas dos pedagogos. Falta na sala de leitura, que eu estou correndo atrás. Eu pretendo colocar computador até na cozinha, para atualização
do estoque da merenda.”

As mudanças observadas por Fontes podem tornar-se mais efetivas caso a rede de colaboração criada durante o curso permaneça ativa, ou podem arrefecer, se os gestores se sentirem sozinhos e sem ter com quem trocar suas experiências, apoiando-se mutuamente nas conquistas e dissabores. Evidencia-se a importância de se desenvolver programas de formação voltados para as especificidades do trabalho dos gestores, alicerçados na articulação entre as dimensões administrativas e pedagógicas, na integração entre tecnologias e metodologias de formação, tendo as tecnologias como artefatos que favorecem os encontros entre pessoas, valores, concepções, práticas e emoções.

Tecnologias na gestão escolar e gestão de tecnologias
Nessa perspectiva de integração entre tecnologias e religação das dimensões técnico-administrativa, política, social e pedagógica, há muito desarticuladas, o projeto Gestão Escolar e Tecnologias, concebido e realizado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, sob responsabilidade do programa de Pós-Graduação em Educação: Currículo, realiza a formação de gestores de escolas públicas da rede estadual de São Paulo, em parceria com a Microsoft Brasil, para a utilização das TIC “no cotidiano da escola, na gestão escolar, bem como para apoiar, comprometer-se e prover condições para que os professores possam incorporar as TIC à prática pedagógica favorecendo ao aluno a aprendizagem significativa” (PUC/SP, 2004).

A concepção da formação está embasada em estudos, investigações e projetos de intervenção para a formação de gestores escolares (Vieira, Almeida e Alonso, 2003) voltada à inserção da tecnologia de informação e comunicação no cotidiano da escola e nas práticas de gestão escolar, que vem sendo adotada como referência para o trabalho de incorporação do computador em sistemas de ensino público de distintas regiões do País (SEED/MEC-ProInfo, 2001), ao tempo em que é aprimorada e realimentada pelas pesquisas acadêmicas desenvolvidas em paralelo à formação.

A metodologia, reconstruída em conjunto com os parceiros, visa atender à realidade das escolas, em consonância com o contexto, recursos tecnológicos disponíveis e demandas da SEE/SP, resguardando a coerência teórica e a articulação entre conteúdos, cronogramas de execução e população atendida pelo Programa Progestão, destinado à formação ampla de gestores escolares, em implantação na rede estadual.

A formação tem como fundamentos teóricos o papel das tecnologias na gestão democrática compartilhada; a integração entre tecnologias, profissionais e competências; a interação entre todos os participantes; a troca de experiências; a produção colaborativa de conhecimentos (Almeida e Prado, 2003; Alonso e Almeida, 2003). Para tanto, distintas tecnologias são articuladas nas atividades de formação (material impresso, vídeo, CD-ROM, Internet, vídeo-conferência etc.) que se desenvolvem em encontros presenciais e a distância, integrados com práticas de gestão escolar com o uso de tecnologias, as quais são acompanhadas e orientadas a distância pelos professores.

Evidencia-se um processo de formação na ação (Almeida, 2004), voltado para a realidade da escola, as especificidades da atuação do gestor, a reflexão sobre a própria atuação, a gestão democrática e a parceria com os supervisores de ensino e com os professores assistentes técnico-pedagógicos de tecnologia educacional. O envolvimento desses profissionais indica a relevância do projeto em proporcionar o desenvolvimento de competências no interior da rede estadual para a apropriação da formação e continuidade da formação com outros grupos de gestores.

O período de duração do projeto vai de julho de 2004 a novembro de 2006, atendendo a 11.700 gestores distribuídos em grupos de acordo com as diretorias de ensino a que pertencem suas escolas, que participam de um curso semipresencial de 80 horas, com suporte em um ambiente virtual (solução Microsoft para educação a distância).
No ano de 2004, participaram do curso os profissionais das equipes de gestão escolar de 353 escolas, distribuídos em 31 turmas de aproximadamente 40 alunos-gestores, perfazendo 1.257 participantes, dos quais foram aprovados 87,43%. Esses resultados indicam que os objetivos estão sendo atingidos e que há o desenvolvimento de uma cultura de uso de tecnologias na gestão escolar e de gestão de tecnologias da escola, o que pode ser constatado em depoimentos de professores e de alunos-gestores do curso.

“Uma das minhas turmas está usando o correio a todo vapor! Infelizmente não estou conseguindo dar conta do volume de informações que circulam por lá, mas está demais! Alguns já estão com pena do curso acabar... o contato entre eles está muito legal, eles estão trocando mensagens, combinando chats que eu nem fico sabendo (eles pediram para deixar uma sala sempre aberta)”. (Professor, 17.10.04)

Embora a atuação o professor seja referência, é importante observar que ele se dá conta de que não é o centro do processo. Essa postura se reflete na atitude dos alunos-gestores, conforme se pode observar no depoimento a seguir.
“O curso está sendo de grande valia para mim, pois eu não gostava de operar o computador, só me interessei pelo mesmo na época do concurso de diretor, não por opção, mas porque era necessário. Depois me acomodei e tudo que precisava solicitava a alguém. Porém, com o curso eu percebi que estava me tornando uma analfabeta da informática e precisava me ressignificar, pois como poderia incentivar os meus professores a utilizar os meios tecnológicos, se eu mesmo não o fazia? Nos últimos dias venho me empenhando muito, erro bastante, mas também estou aprendendo muito, fico feliz em ter me conscientizado da importância da TIC, e acredito que daqui para frente terei muito mais subsídios não só para incentivar meus pares, como também para primorar o desenvolvimento pedagógico da escola em que estiver atuando.” (Aluno-gestor, 30.10.04)

Devido ao atendimento em larga escala e ao dinamismo desse projeto, um importante aspecto evidenciado se refere à própria gestão da formação, sob a coordenação de uma equipe que busca continuamente novas tecnologias para a resolução dos problemas emergentes no cotidiano de suas atividades, procurando identificar potencialidades e limitações de cada recurso e possibilidades de incorporá-los às suas práticas.

Portanto, em um projeto de gestão escolar e tecnologias, também a gestão do projeto enfrenta o desafio de tomar consciência dos limites e avanços de suas práticas de gestão, para que possa gestar, administrar, proteger, abrigar, produzir, nutrir, manter, mostrar, digerir, organizar as diferentes dimensões da gestão: informações sobre o projeto e suas produções, sistemas de acompanhamento da participação de alunos e professores, materiais de apoio, avaliação, referências conceituais, ambiente virtual, prática pedagógica, tecnologias, democratização das informações etc.

Referências bibliográficas
- ALMEIDA, M. E. B. e Prado, M. E. B. B. Criando situações de aprendizagem colaborativa. In: Valente, J. A., Almeida, M. E. B. e Prado M. E. B. (org.). Internet e formação de educadores a distância. São Paulo: Avercamp, 2003.

- ALMEIDA, M. E. B. O educador no ambiente virtual: concepções, práticas e desafios. Fórum de Educadores. São Paulo: SENAC, 2004.

- ALONSO, M., Almeida, M. E. B. Formação de Gestores para uma escola em transformação: a contribuição das TICs. III Congresso Luso Brasileiro de Administração da Educação, Recife, Pernambuco, 2003.

- GALVÃO DA FONTE, M. B. Tecnologia na Escola e formação de Gestores. Dissertação de Mestrado, Programa de Pós-Graduação em Educação: Currículo, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Brasil, 2004.

- LÜCK H. (2001). Administração: Gestão não é substituto da administração. http://www.educareaprender.com.br/gestao.asp?RegSel=40&Pagina=1#materia CONSULTA REALIZADA EM ABRIL, 2005.

- PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO. Programa de Pós-Graduação em Educação: Currículo. Projeto Gestão Escolar e Tecnologias, 2004. Mimeo.

- SAPUCAIA, F. Ambientes digitais de aprendizagem: a integração entre o técnico-pedagógico e o administrativo. Dissertação de Mestrado, Programa de Pós-Graduação em Educação: Currículo, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Brasil, 2004.

- VIEIRA, A. T., Almeida, M. E. B. e Alonso, M. (2003). Formação de Educadores: Gestão Educacional e Tecnologia. São Paulo: Avercamp, 2003.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Gestão Inovadora da Escola com Tecnologias

Gestão Inovadora da Escola com Tecnologias
José Manuel Moran
Especialista em mudanças na educação presencial e a distância
Texto publicado em VIEIRA, Alexandre (org.). Gestão educacional e tecnologia.
São Paulo, Avercamp, 2003. Páginas 151-164
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Introdução
Tecnologias na gestão escolar
Programas integrados de gestão administrativo-pedagógica
Gestão administrativa
Gestão pedagógica
Pedagogia da gestão pedagógica

As condições de gerenciamento da muitas das escolas públicas são precárias. Infra-estrutura deficiente, professores mal preparados, classes barulhentas. É difícil falar em gestão inovadora nessas condições. Mesmo reconhecendo essa dificuldade organizacional estrutural, a competência de um diretor de escola pode suprir boa parte das deficiências. Conheço alguns diretores notáveis na sua capacidade de liderar, de motivar, de encontrar soluções para driblar o orçamento precário. Em uma escola pública da periferia de São Paulo um diretor manteve nos últimos anos a mesma equipe de professores e funcionários, problema de difícil solução nas escolas – a grande mudança de professores de um ano para outro. Você sentia no contato com a equipe que havia liberdade, confiança e amizade. O incentivo do gestor para que os professores aprendessem, se aperfeiçoassem, inovassem era constante. O diretor procurava apoio econômico em pequenas empresas vizinhas à escola. Organizava festas com a Associação de Pais para arrecadar fundos para manter os computadores, a Internet, para melhorar a infra-estrutura. A escola estava aberta à comunidade com atividades de lazer e de e de aperfeiçoamento.

SUGESTÕES DE LEITURAS E PALESTRA SOBRE A GESTÃO DAS MÍDIAS


GESTÃO E USO DAS MÍDIAS EM PROJETOS DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
Kenski, Vani Moreira


Este texto apresenta reflexões sobre o uso de diferentes tipos de mídias em projetos educacionais, sobretudo em educação a distância. Parte do pressuposto de que a natureza de cada suporte mediático requer planejamento diferenciado do processo pedagógico que vai ser realizado por seu intermédio. Ou seja, considera que, assim como cada modalidade de ensino requer o tratamento diferenciado do mesmo conteúdo _ de acordo com os alunos, os objetivos a serem alcançados, o espaço e tempos disponíveis para a sua realização etc. _ cada um dos suportes mediáticos tem cuidados e formas de tratamento específicas que, ao serem utilizadas, alteram a maneira como se dá e como se faz a educação. Encaminha a reflexão para a necessidade de elaboração de “plano de mídias” que oriente a definição dos projetos em EAD e a gestão do uso das mídias na instituição educacional. Apresenta alguns critérios para a organização deste plano.


Gestão em Mídias Sociais - Palestra Rizzo Miranda - Circuito 4x1


Rizzo Miranda fala sobre como profissionais de marketing digital e redes sociais podem realizar uma boa gestão estratégica em mídias sociais. Palestra realizada no dia 05 de março de 2010 no Circuito 4x1 edição Rio de Janeiro.